domingo, 30 de outubro de 2011

HOMENAGEM

Acabei de tomar conhecimento do falecimento do nosso grande Amigo e exemplar desportista, Dr. Carlos Pinto Machado.
É, pois, com muita amargura que coloco esta notícia no nosso blog, lembrando, ao mais novos, que o Carlos foi alguém, muito importante no CDUP, em geral, - onde foi Director -, e no Hóquei em Patins do CDUP, em particular. E para lá disto, também um inesquecível animador das actividades extra curriculares, da Academia.
Como treinador do Hóquei em Patins do CDUP, sempre o apontei como exemplo superior de desportista, aos mais jovens, àqueles que vieram a seguir a ele praticar a modalidade no Clube.
Que Deus o tenha em descanso.

sábado, 26 de março de 2011

JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO 25/2/2011

Embora com um lamentável atraso, decorrente de motivos técnicos, aqui estamos a dar notícias do nosso anual Jantar de Confraternização.

Decorreu com o habitual espírito de união, camaradagem e boa disposição, querendo registar, com muito agrado, a presença de mais dois convivas, que, nos anos anteriores, e por razões das suas vidas pessoais, ainda nos não tinham dado o prazer da sua presença.

Trata-se do Dr. Carlos Borges de Pinho e do Arquitecto José Manuel Gigante, antigos hoquistas, que foram calorosamente recebidos por todos nós, esperando um dia, termos de encontrar uma sala com o dobro do tamanho...

Deixamos, também um especial agradecimento ao António Alberto Carvalho e Castro, que é a alma da organização. Sem o seu dinamismo, nada seria possível, pese embora a boa vontade daqueles a quem ele pede eventual colaboração, - estando na linha da frente, o Luís Salvador e o Alfredo Silva. Muito obrigados, em nome todos nós, os convivas.

Fernando Ranito


terça-feira, 6 de outubro de 2009

Publicado do Jornal de Notícias em 1976

Record mundial? Não acredito que haja uma equipa, como esta, sempre a disputar os primeiros lugares das competições oficiais em que participa e com uma média de idades dos atletas, superior a 38 anos! Só mesmo no Hoquei em Patins do CDUP!!!

Aqui fica para a posteridade...



terça-feira, 22 de setembro de 2009

HOMENAGEM AO SR. PROF.DR. RIOS DE SOUSA


Completam-se hoje 100 anos sobre a data em que nasceu, na Avenida da Boavista, onde sempre morou, na cidade do Porto, onde sempre viveu, o Senhor Professor Doutor Jayme Rios de Sousa. Não podíamos, “nós os do hóquei em patins do CDUP “, deixar passar esta efeméride sem prestarmos uma sentido e saudosa homenagem, ao Homem que “criou” o Centro Desportivo Universitário do Porto, transmitindo-lhe uma filosofia ímpar, de entre os Clubes Desportivos correntes. Foi o Presidente da sua Direcção até à data do seu infausto e imprevisto falecimento, ocorrido em 17 de Outubro de 1971, tendo apenas 62 anos de idade e uma vitalidade que parecia perene. A ele se deve Estádio Universitário, o Pavilhão nele construído, a piscina de água quente, na Rua da Boa Hora e ainda mais do que todas estas realizações materiais, a criação de um espírito de gestão único, que dava às diversas secções, – e eram tantas! -, uma inteira liberdade e independência, que mais responsabilizavam os que, dessa liberdade e dessa independência, beneficiavam, fazendo nascer aquilo que julgo inédito no nosso País, - de então e de agora -, um Clube onde os sócios eram praticantes desportivos, como praticantes desportivos eram os elementos das sucessivas Direcções. Não eram pedidas nem esperadas vitórias, mas sim dignidade no comportamento dentro e fora do campo desportivo. Vale a pena transcrever uma passagem, do discurso que proferiu na inauguração do Pavilhão do Estádio Universitário:
"Se todo o desportista tem obrigações, a situação do Universitário, além de tudo o mais, exige-lhe o respeito pela sua Universidade.
Todas as suas atitudes são apontadas como exemplo a seguir ou como motivo para o diminuir.
Não pode esquecer que é necessário vencer; se possível em pontos marcados, tanto melhor; mas em galhardia, nobreza, em educação elevação moral, a Universidade nunca pode perder
."

A criação deste espírito de grupo, sem nunca deixar deslizar os procedimentos para a indesejável anarquia, foi gizada e gerida pelo Senhor Doutor Jayme Rios de Sousa, que para si guardava a parte mais difícil, que é a gestão dos dinheiros, sempre escassos e, por isso, muito criteriosamente distribuído. Quem teve o privilégio de com ele contactar, compreenderá melhor estas palavras. Mas a Obra está aí de pé, para evocar o Homem que lhe deu vida e a quem dedicou a sua própria vida.

Era Professor Catedrático, regendo as cadeiras das Matemáticas na então principiante, Faculdade de Economia, ainda nos tempos em que ela era no último andar do edifício do Largo dos Leões. Doutorou-se em 20 de Junho de 1944, depois de uma brilhante carreira académica, que começou no Liceu de Alexandre Herculano e terminou na Faculdade de Ciências, onde entrou, como aluno, em 1929.

Não poderemos esquecer o seu carinho por uma modalidade que viveu sempre arredada da simpatia dos Professores de Educação Física que exerciam a sua actividade no CDUP. Por duas vezes, nos convidou para passar una dias na Galiza, onde disputámos jogos com os campeões dessa região de Espanha. A primeira vez, em Abril de1965, fomos até à Corunha, já que o Campeão era dessa cidade e em Abril de 1968, fomos a Vigo jogar com o campeão, que, nesse ano, era um clube local. Visitámos a Universidade de S. Tiago de Compostela, onde fomos magnificamente recebidos pelo respectivo Reitor e confraternizámos e convivemos com o Senhor Doutor Rios de Sousa, num clima de enorme à vontade e de mútuo respeito. Momentos que não esqueceremos.

Como nunca esqueceremos tudo o que o CDUP lhe deve, formando desportistas, no efectivo sentido da palavra: Mente sã em corpo são. Há quase 40 anos que a Morte o levou, mas deixou-nos um legado tão valioso, que ainda hoje nos leva, pelo menos a nós os do hóquei em patins, a reunirmo-nos periodicamente e a sentir que, para lá da amizade nascida no campo do Desporto, que nos une há décadas, há uma mística que nos envolve e nos leva a recordar o passado com alegria no coração.

Aqui fica esta homenagem simples ao Homem que, com a sua superior inteligência e a sua invulgar dedicação criou um Clube desportivo que se tornou um marco incontornável pela elevação da mensagem que veio trazer ao Desporto no norte do País.

Muito obrigado, Senhor Professor Doutor Jayme Rios de Sousa!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

EPOCA DE 1968 - ENCERRAMENTO

Depois de termos ganho brilhantemente o Campeonato da II Divisão, seguiram-se as férias escolares de merecido descanso para os que tinham lutado por uma vitória difícil, e por isso muito saborosa e,simultâneamente, estudado, afincadamente, para passarem para o ano seguinte dos seus cursos, aqueles que ainda os andavam a tirar, como era o caso da maioria. De acordo com o regulamento então em vigor, o título de Campeão Nacional da II Divisão seria discutido, em duas mãos, entre os campeões do Porto e de Lisboa. Coube-nos o Belenenses como adversário, logo no começo da época seguinte.

Só que não podia haver época pior do que a altura do regresso das férias, para a equipa do CDUP: dois meses parados, sem treinos, avançámos para a primeira-mão, no ringue do Académico, pois o nosso ringue nunca teve bancadas; os nossos apoiantes, eram meia dúzia de amigos e amigas que viam os jogos em pé… Como era um facto importante, convidámos o Presidente do CDUP, o Sr. Dr. Jayme Rios de Sousa, que, de bom grado compareceu.

Confiados na campanha que nos tinha levado ao título, esquecemos os dois meses parados e sem treinos, e avançámos contra o Belenenses. Belenenses que, por acaso, tinha continuado a treinar… Resultado, - para nosso desgosto e perante a inédita presença do Sr. Dr. Jayme Rios de Sousa: Cdup 1 – Belenenses 5! Ao fim de e 10 minutos já andávamos todos a arrastarmo-nos pelo campo…

Havia a segunda mão, que seria disputada no Pavilhão dos Salesianos, no Estoril, passados 15 dias. Bastou esse pequeno período em que treinámos, para lá chegar e fazermos um bom jogo, dando uma réplica que não tínhamos dado no Porto. Sem o Pires, que estava no Serviço Militar, e os outros, a meio-gás, acabámos por perder outra vez, agora por 2x4, com 1x3, ao intervalo. Com a segunda parte que fizemos, talvez merecêssemos um pouco mais. Mas para “história” ficam estes números e uma nota, pessoalmente, de recordar. Quando, durante a tarde, nos descontraíamos, pelas ruas de Cascais, o “Mister”, chamou-me de parte e disse-me que iria eu jogar na baliza, em vez do Nunes. Fiquei contente, mas cheio de dúvidas, pois já não jogava a efectivo desde o Torneio de Abertura e, além disso, tinha 38 anos…. Mas o treinador confiou em mim e parece que cumpri o que de mim era esperado.

Para finalizar, e antes da constituição da equipa, uma informação gastronómica: os jogadores do Belenenses, ofereceram, a cada jogador, uma caixa dos famosos pastéis de Belém, que foram completamente devorados, no fim do jogo….E agora a equipa: Guarda redes, eu,(Carvalho e Castro), Luis Salvador, Rui Santos, Carlos Fontes, José Luis Lima, Mário Montes, Alfredo Cardoso da Silva e o José Nunes, como guarda redes suplente.

Como sempre que nos deslocávamos, procurámos tornar o passeio e a estadia, como um meio de confraternização, que sempre considerámos extremamente importantes. Deste vez, hospedámo-nos na Pensão dos Ingleses, no Monte Estoril, indo encontrar um ambiente de casais de ingleses reformados, que habitam na Pensão, criando um clima todo ele inglês. Foram dois dias inesquecíveis.

Carvalho e Castro

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O JANTAR ANUAL DO OQUEI DO CDUP

Como vem sendo tradicional, realizou-se, no dia 20 de Março, mais um jantar de confraternização dos oquistas do CDUP, que,ao longo das várias gerações, por lá foram passando.

Este ano, para além da presença daqueles que, desde o primeiro dia comparecem, vindos de Coimbra, São João da Madeira, e Vila Real, tivemos o gosto de poder contar com mais um dos “Fundadores”, o nosso grande Amigo, Arq. Manuel Sepùlveda, e vindo do outro extremo, no tempo, o Dr. Fernando Moreira, que fez parte da equipa dos “meus meninos”, - como lhe passaram a chamar, pois peguei neles com 13 anos, como Juvenis, e deixei-os, com 18 anos, na equipa de seniores -. Entre estes dois antigos oquistas que, curiosamente, ficaram lado a lado, na mesa do jantar, há uma diferença de 40 anos (!) e foi, para mim, um deleite, ver como mantiveram, durante todo o jantar, um diálogo vivo e permanente. É este o espírito que se respira nestas nossas confraternizações,

Também tivemos a alegria de rever outros, das gerações intermédias, e que ainda não tinha sido possível captar, como o Dr. Alberto Trancoso, o Mário de Almeida, o Amado Marques, o Dr. Carlos Paupério e o Eng. Aurélio Tavares. E de uma geração, que se seguiu e misturou com a dos “Fundadores”, também nos deram o grato prazer de os revermos, o Arq. Vasco Jorge Cunha, o Dr. Agostinho Vasques de Carvalho, – (que para todos nós sempre foi o “Cucas”) – e o Joaquim Cardoso da Silva, irmão do Alfredo Cardoso da Silva, que, desde a primeira hora comparece e, juntamente com o Luis Salvador, ajudam o Carvalho e Castro a organizar estes eventos.

É o momento propício para agradecer ao Carvalho e Castro, – que é a alma, daquilo a que eu designei como “Nós os do oquei do CDUP "–, toda a dedicação que tem posto na manutenção dos laços de Amizade que nos unem a todos e que, estes jantares, serão apenas a parte mais visível.

Fernando Ranito

sábado, 22 de novembro de 2008

MERECIDA HOMENAGEM

O Cientista, Senhor Professor Doutor José Luis Fontes da Costa Lima
O José Lima, do oquei do CDUP

UMA NOTÍCIA QUE ENGRANDECE ESTE BLOGUE

O SR. PROFESSOR DR JOSÉ LUIZ FONTES DA COSTA LIMA foi agraciado com o FIA HONOR AWARD FOR SCIENCE, pela Associação Japonesa de Flow Injection analysis.
A cerimónia da entrega do prémio, decorreu durante a 15º Conference on Flow Injection Analysis and Related Techniques, que decorreu em Nagoya, no Japão, de 28/9 pp. a 3/10pp.

Este laureado cientista é, nem mais, nem menos, do que Zé Lima, que foi, durante tantos anos, nosso companheiro nas lides oquista do CDUP, para além de ser, também, um brilhante jogador de Ténis de Mesa, igualmente no CDUP. E é um actual comensal dos nossos Jantares de confraternização!

Como redactor de serviço, daqui lhe envio o nosso colectivo apreço, dizendo-lhe quanto nos valoriza o tê-lo como um dos nossos.

Que, individualmente lhe apresentem os parabéns, caros ex-oquistas!

Senhor Professor: nós ficamos à espera de mais; nem que seja o Nobel de Química!

sábado, 8 de novembro de 2008

Época de 1968


Uma imagem vale mil
palavras
(Confùcio - 551-479 a.c.)


VIGO - A equipa do CDUP com o Chefe de Secção e o Treinador

VIGO - O almoço de confraternização

com o Sr. Dr Jayme Rios de Sousa

Vigo - O Capeão da Galiza e o CDUP


Não houve saída de jogadores e recebemos o Alfredo Silva, que veio do Boavista. Deste modo foi possível, de modo quase inédito, fazer duas épocas seguidas com a mesma equipa. O que veio a dar os naturais frutos,

E, para a história, aqui ficam os nomes do grupo humano: Nunes e eu (Carvalho e Castro), como guarda-redes, e como jogadores de campo, o Rui Santos, o Carlos Fontes, o Luís Salvador, o Alfredo Pires, o Mário Montes, e o José Luís Lima. Quando necessário, ainda jogavam o Alfredo Silva e o Mário Almeida. No torneio de Abertura, os dois guarda-redes, foram alternando, e durante o Campeonato, jogou sempre o Nunes.

Fizemos uma época brilhante, tendo ganho o Campeonato Regional da II Divisão, apenas com uma derrota! Como o segundo classificado, o Águias, também fez uma época muito boa, chegámos à última jornada com a necessidade de ganhar, pois o Águias jogava no seu ringue com um adversário notoriamente mais fraco, ao qual ganharia fàcilmente. Nós íamos jogar a Cucujães, um ringue sempre muito difícil.

Foi um jogo emocionante, com sucessivas alternâncias do marcador. Quando faltavam três minutos para acabar o jogo, com Pires a descansar e acalmar, o Montes e o José Luís Lima, conseguiram um novo empate, agora 3x3. Foi o momento de entrar o artilheiro-mór, Alfredo Pires, para tentar dar a volta ao jogo. E assim foi; poucos instantes depois de ter entrado, recebeu uma bola da nossa defesa, ainda no nosso meio campo e, – coisa rara! -, de primeira deu ao Montes que, - coisa ainda mais rara! -, voltou a dar, também de primeira, ao Pires que recebeu a bola à entrada da área adversária e,igualmente de primeira, - e isso já não era coisa rara… -, rematou para a baliza e fez o 4x3 final e a vitória na Campeonato! Foi uma jogada “de primeira” em todos os sentidos. Foi, realmente, memorável! Imagine-se a emoção geral e tudo quanto foi vivido naquela noite em Cucujãs!

E, no entanto, que fique registada esta ironia: quando chegámos ao Porto, tivemos conhecimento, no meio dos festejos, que o Águias, contra todas as previsões, perdera em casa, o que queria dizer que nós, mesmo que tivéssemos perdido, teríamos ficados na mesma campeões…. Mas soube muito melhor acabar em grande.

Nesse ano tivemos mais uma ida à Galiza, onde jogámos, em Vigo, com o campeão Regional, de seu nome, EL TRAVIESSAS, num ringue situado num dos topos do Estádio do Celta de Vigo.

Na continuidade das boas exibições, arrasámos o nosso adversário por 11x4! Curiosamente, no dia 11 do quatro.
O Sr. Dr. Jayme Rios de Sousa ofereceu-nos um almoço com todos os requintes, num restaurante chamado “El Castaño”, dando-nos a possibilidade de, aos brindes, lhe agradecermos o passeio e de o fazermos, não só através das minhas palavras, como Chefe de Secção, mas também através da oferta de uma lembrança que tínhamos adquirido durante os nossos passeios pelas “calles” de Vigo. Foi um fecho de jornada muito apropriado, culminando, assim, uns dias de agradável convívio.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

ÉPOCA DE 1967

A uma época muito negativa, pelas razões apontadas, seguiu-se uma outra em que a situação se inverteu. Na verdade, e aproveitando o facto de o Pavilhão do Hóquei Clube dos Carvalhos ter sido alugado para a disputas dos campeonatos Universitários, conseguimos, aproveitando as datas livres, ter, pela primeira vez, um período regular de treinos, nos meses invernosos de Janeiro a Março, não só se reorganizando tacticamente a equipa, após a “desarrumação” do ano anterior, como criar um ritmo e um estilo capazes de potencializar as capacidades individuais de um grupo de jovens que, durante alguns anos, viria a ser a base da equipa de seniores do CDUP. Se há a considerar a saída definitiva do Alberto Trancoso, terminada a sua licenciatura em medicina e absorvido por novas responsabilidades pessoais, o facto do ingresso, na época anterior, do José Nunes, para o lugar de guarda redes, que o A. Trancoso desempenhava, permitiu a compensação necessária. O Nunes e eu, (Carvalho e Castro), fomo-nos revezando na baliza ao longo de toda a época, enquanto o regresso do Carlos Fontes do serviço militar veio trazer maturidade a uma equipa em que começavam a despontar, o Mário Montes, o Alfredo Pires e o José Lima, enquadrados pela “jovem veterania” do Jorge Pereira e dos Luís Salvador.

No Torneio de Abertura, que começou a 7 de Abril, fomos incluídos, como habitualmente e por uma questão mais ou menos geográfica, numa série em que só havia um Clube da II Divisão, nela pontificando as melhores equipas da I Divisão do Distrito do Porto. Pouco pudemos fazer, se não rodar, dando sempre uma luta que os melhores, decerto, não esperavam.

Finalmente, começámos a treinar no nosso novo ringue, no Estádio Universitário, no dia 12 de Maio, preparando-nos para o Campeonato Regional de II Divisão, que veio a ter o seu início em 21 de Junho. Foi um Campeonato muito disputado e que só veio a decidir-se no último jogo entre o Águias e o CDUP, no ringue do primeiro. Ganhou o Águias como podíamos ter ganho nós, não só referindo o tal jogo decisivo, mas também todos os que constituíram o Campeonato.

A seguir fizemos os jogos de pqssagem, com o penúltimo classificado do Campeonato da I Divisão. No primeiro encontro, ganhámos por 4x3 e no segundo perdemos por 1x3, num jogo com uma arbitragem muio esquisita
que nos prejudicou de modo flagrante. Um assunto que deu muito que falar...

No dia 8 de Dezembro fizemos o nosso habitual "Festival de Encerramento", com um jogo entre "Novos" e Velhos" e um jantar de confraternização. Aqui fica a constituição das equipas: "Velhos" - Carvalho e Castro, José Abreu, Jorge Pereira, Carlos Fontes e Fernando Ranito; "Novos": José Nunes, Rui Santos, José Lima, Alfredo Pires e Mário Montes. Como habitualmente, - e vá-se lá saber porquê... -, venceram os "Velhos"!!!

Do Relatório do Treinados, Fernando Ranito, transcrevo o seguinte passo:

“Fica-nos a consolação de termos conseguido criar uma equipa e um estilo de jogo. Parece que, pela primeira vez desde que treinamos as equipas de oquei em patins do CDUP, vamos, finalmente, conseguir fazer duas épocas seguidas com os mesmos jogadores….A ser assim, estamos certos que a próxima época será ainda melhor do que aquela que está a terminar.”

Como curiosidade acrescentarei uns números, também retirados do referido Relatório: fizemos 35 treinos e 17 jogos, sendo de salientar que os oito jogadores mais utilizados, tiveram um nível de comparência aos treinos, da ordem dos 80%. Também de destacar um outro facto: marcámos, – no Torneio de Abertura e no Campeonato –, 78 golos, tendo, o Mário Montes, “gulosamente”, convertido 33 !


Carvalho e Castro
Festa de Despedida do Carlos Pinto
Machado
Grupo dos "Casados".Lº plano: Jorge Pereira
Carvalho e Castro e Pinto Machado;2ºplano:
José Abreu, Fernando Ranito e José Nunes
como Árbitro...

EPOCA DE 1966


A partir de 18 de Abril, ficámos sem ringue, facto decorrente do início das obras para a construção do Pavilhão Polivalente que iria enriquecer o Estádio Universitário do Porto.
Passámos a utilizar, para treinos e para jogos, o ringue do Boavista Futebol Clube, com todas as dificuldades inerentes: dificuldade em conjugar a ocupação do ringue, com as equipas do Clube proprietário e dificuldades técnicas de adaptação ao um ringue pequeno, com uma área igual a 56,25% da área do nosso ringue… De 40x20 Mts passámos para 30X15 Mts…Foi, por essa razão, uma época negativa, no que diz respeito, não só aos resultados apurados, como à “desarrumação” que a equipa sofreu, como seria de esperar.

No Torneiro de Abertura ficámos numa série com os seguintes adversários: Infante de Sagres, Futebol Clube do Porto, Sanjoanense, Águias do Porto, União de Paredes, Cucujães e Educação Física da Senhora da Hora. Os resultados foram maus, com uma única e memorável excepção: surpreendentemente, empatámos com o Futebol Clube do Porto a dois golos! Acabámos em 6º lugar, o que é realmente muito mau.

Entretanto houve duas saídas de relevante importância: o Carlos Pinto Machado foi viver para Luanda e o José Abreu foi colocado no Liceu de Portalegre. Se considerarmos que o Carlos Fontes e o Luís Salvador continuavam na tropa, constatamos, que, do grupo que iniciou a segunda fase do Oquei no CDUP, só se mantinha em actividade o Jorge Pereira.
Mas entraram três novos jogadores, que vieram a ter uma presença muito marcante nos anos seguintes: O José Luiz da Costa Lima, o Alfredo Pires e o José Nunes, este vindo do SNECI de Lourenço Marques.

No Campeonato Distrital da II Divisão, entre seis equipas, ficámos num triste terceiro lugar. Apesar de termos 15 jogadores de seniores inscritos, pela já várias vezes referida da razão de o Campeonato decorrer durante o período das férias escolares, houve jogos em que eu (Carvalho e Castro) tive de jogar como jogador de campo, tal era a penúria de jogadores disponíveis…

Porque foi um acontecimento marcante, vale a pena lembrar a Festa de despedida que fizemos ao Carlos Pinto Machado. Foi no dia 28 de Maio. Começou com um jogo entre “Solteiros” e Casados”. Depois fomos todos jantar, tendo oferecido ao Carlos uma placa em prata com a assinatura gravada de todos nós. Foi uma cerimónia bonita e aqui ficam os nomes dos participantes: José Nunes, Alberto Trancoso, Eu, José Lima, Alfredo Pires, Mário Montes, Luís Salvador, Carlos Fontes (estes dois últimos milagrosamente vindos da tropa), Rui Santos Artur Delmar e Fernando Ranito. De uma época para esquecer, ficou a memória deste convívio.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Época de 1965

Corunha
24/4/1965; a " internacionalização" da equipa


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Época de 1965

No Torneio de Abertura fomos eliminados pelo Boavista por 7-8, apresentando esta equipa:
Guarda-redes: 1ª parte Igrejas de Bastos; na 2ª parte: Carvalho e Castro
Jogadores de campo: Mário Almeida, César, Pinto Machado e Mário Montes.

Campeonato Nacional da 2ª Divisão
Fase Distrital - Ficámos apurados para a Fase de Zonas, tendo ficado em segundo lugar na nossa série que era composta pelos seguintes
Clubes:Vilanovense, CDUP,Paredes,Águias do Porto, e Boavista. A Equipa-Base foi a seguinte: Carvalho e Castro (GR), Jorge Pereira, César Gomes, Mário Montes, Pinto Machado, Pedro Cameira Mário Almeida e Alberto Trancoso (GR) (Por se ter lesionado, o Alberto Trancoso só jogou um jogo, nesta fase).
Para a Fase Final apuraram-se o CDUP e o Vilanovense, da nossa série, e o Candal e o Cocujães, da outra. A estes quatro , juntaram-se o Vizela e o Minas da Panasqueira. Acabámos por ficar em 4º Lugar com uma justificação muito simples: para lá das habituais dificuldades próprias da época de exames, o Carlos Tavares Fernandes, que terminara o Curso de Engenharia, deixou de jogar e o Carlos Fontes e o Luis Salvador estavam a prestar o Serviço Militar. Daí esta curiosidade: não repetimos a mesma formação nenhuma vez! E há ainda a resgistar a subida do Rui Santos, dos juniores.
Os problemas eram tantos que eu, (Carvalho e Castro), joguei três vezes a Guarda Redes titular e seis como jogador de campo!!! Entrou para Guarda Redes suplente o irmão do Mário Montes, o Francisco Montes, que, com toda a boa vontade, jogava onde fôsse preciso...

Para lá das dificuldades atraz referidas,este foi o primeiro ano em que se tornou possível criar, de modo mais estável, uma secção de júniores, com um numeroso lote de jogadores. Esperava-se que deste facto resultasse a compensação das saídas de alguns jogadores que tinham sido a base da equipa de Séniores, nos últimos 6/7 anos e que iam terminando os seus cursos e abandonando a prática da modalidade, e ainda das baixas prolongadas decorrentes do Serviço Militar. O que só parcialmente veio a suceder, pois, dos jovens que se conseguiram captar, só um reduzido número mostrou dedicação e interesse pelos treinos, dificultando a sua normal progressão desportiva e tornando aleatória qualquer previsão, mesmo a curto prazo, quanto à formação de uma equipa base. Apesar disso, não há dúvidaa que se iniciou a nova era que se esperava, com a entrada de um treinador diplomado.

Neste ano há a registar um facto muito relevante: integrados numa excursão do Centro Universitário, e a convite do Sr. Prof. Jayme Rios de Sousa, Presidente da Direcção do CDUP, fomos à Corunha jogar com o Campeão da Zona Norte da 1ª Divisão espanhola, o Hoquei Clube de Santa Luzia. Perdemos por 2 a 0, num jogo bastante agradável e equilibrado, no qual merecíamos um resultado melhor. Mas foi uma jornada de confraternização em que tudo decorreu com muito boa diposição e sentido de camaradagem. Á ida, parámos e visitàmos, brevemente, Santiago de Compostela e, na Corunha , ainda houve tempo, para lá do jogo, para visitar aquela bonita cidade.




Carvalho e Castro

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

INTERLÚDIO...

Peço licença ao Carvalho e Castro para, aproveitando esta sua pausa, apresentar esta inovação técnológica do nosso Blogue: o SLIDE SHOW!
Trata-se de uma ferramente que irá permitir, a publicação de fotografias fixas, que já era possível, e a publicação simultânea, de conjuntos de fotografias que. determidados temas, justifiquem. Como vêm, as imagens correm por si, podendo-se, no entanto, colocando o rato sobre a foto, parà-las e andar para trás. É o melhor que se pôde arranjar...
Dado a explição "Técnica", passo a justificar o Show com que a apresento a novidade: um conjunto a que eu chamo, os nossos Heróis. Seria óptimo que o sistema permitisse uma legenda em cada fotografia, o que , neste caso, possibilitaria, identificar os "Heróis", o que, infelizmente, não é possível. Aliás, a minha tentativa gorada, de colocar os nomes, pode ser vista no meu Album Web PICASA, de que a seguir indico o Link;(convido-vos a ir lá ): http://picasaweb.google.com/ranito.fernando/OsNossosHerIsEm2008?authkey=gSqrDz9ZU0o
Assim, entendo dever listar os nomes de "os do oquei do CDUP", que fazem parte deste grupo de "Heróis". Porque haverá mais...
Aí ficam os nomes: António Alberto Carvalho e Castro, Dr.José Abreu, Telmo Pinto Basto, Carlos Fontes, Eng. Luis Salvador, Dr. Carlos Pinto Machado, Eng Jorge Pereira, Eng Carlos Tavares Fernandes, Eng. Álvaro Teixeira Bastos,Dr Adriano Pimenta, José Nunes, Dr. José Luis Costa Lima, Dr Carlos Alves, Dr Mário Montes e Fernando Rocha.
As fotografia, foram retiradas e trabalhadas a partir do meu Album, no meu PC.

Fernando Ranito




terça-feira, 26 de agosto de 2008

HISTÓRIA DO OQUEI EM PATINS NO CDUP-De 1950 A 1964 (parte II)

Tinha ficado na referência ao facto "histórico" de, em 1956, o CDUP ter ganho o Campeonato Regional da II Divisão e de se ter conseguido manter nas duas épocas seguintes, na I Divisão.



Na realidade, há que ter em conta a sobreposição da época fulcral dos exames e o decorrer da fase mais importante dos Campeonatos de Oquei em patins, naquela época distante de 1956. Fatalmente que o rendimento e a assiduidade dos atletas, quer nos treinos, quer nos jogos, sofriam uma redução drástica e as consequências foram fatais na época de 1959; retorno à II Divisão a que se seguiu o abandono de alguns jogadores, por diversas razões. De notar que, nessa altura, da equipa pioneira de 1950,apenas o José Abreu se mantinha em actividade, embora como suplente.



A época seguinte foi novamente de crise, que levou os dirigentes a resolverem adoptar um plano drástico: parar uma época para, com calma e ponderação, retomarem a actividade com uma condição considerada básica e imprescindível: a contratação de um treinador devidamente diplomado pela Federação Portuguesa de Patinagem, e a tempo inteiro, isto é, sem dividir a sua actividade com outro ou outros Clubes, e ainda, ser este devidamente remunerado; passava-se assim de contratos de favor, sem contrapartidas objectivas, para um contrato devidamente assinado e com obrigações para ambas as partes.



Como o CDUP é um Clube "sui generis", não se deu a debandada dos seus jogadores, que encararam a paragem como um simples episódio passageiro: apenas um passatempo que sofria uma paragem...



Só dois atletas, o Pinto Machado e o Carlos Fontes, para não estarem inactivos, fizeram uma experiência, e foram jogar para o Futebol Clube do Porto, que, entretanto, tinha reiniciado a sua actividade, nesta modalidade, na época de 1956. Parece que a mudança de mentalidade desportiva que foram encontrar, foi demasiado radical para eles, e acabaram por sair antes da época ter terminado...



Portanto, na época de 1962, surgiu a secção de oquei em patins do CDUP devidamente reestruturada, tendo como Chefe da Secção o Couceiro da Fonseca e como Treinador, o Fernando Ranito, ex-jogador do Vigorosa e diplomado pela Federação Portuguesa de Patinagem no curso de treinadores de 1958. O objectivo principal, seria o de, através da captação de atletas mais jovens, conseguir a formação de juvenis e júniores que permitissem um renovação de valores, sem os sobressaltos anteriores. Diga-se de passagem, que a tarefa era muito difícil, pois os jogadores que estudavam nos Liceus, eram, naturalmente, atraídos pelos grandes Clubes, que dispunham de Pavilhões , assim possibilitando uma perfeita regularidade nos treinos, o que não acontecia no CDUP, onde se treinava e jogava ao ar livre.



Nessa altura, na categoria de seniores, o CDUP dispunha do seguinte plantel: Gomes de Araújo e Nuno Campilho (Guarda Redes), José Abreu, Pinto Machado, Carlos Fontes, Jorge Pereira, Tavares Fernandes, Luís Salvador e António Salvador, estes dois últimos vindos do Boavista.



O pretendido recrutamento de atletas júniores, teve algum êxito no Liceu Rodrigues de Freitas e o certo é que conseguimos concorrer ao Campeonato regional de Juniores.. E aqui ficam os nomes de alguns desses pioneiros da categoria de júniores no CDUP: Igrejas de Basto (Guarda Redes), Carona,Gonzalez, Nicolau de Almeida, Leonardo Coimbra, Pedro Cameira, Ireneu Pais e José Lobo Guedes.. E na época seguinte apareceram mais uns tantos: José Alfredo de Oliveira (Guarda Redes), Mário Mascarenhas Almeida, Mário Montes e Alfredo Pires. De assinalar que, da equipa de juniores de 1962, o Pedro Cameira já ,no ano seguinte, tinha lugar certo na equipa de seniores. O mesmo se passou, um ano depois, com o Mário Montes, o Alfredo Pires e o Mário Almeida.



Quanto à equipa de seniores de 1963, no início da época, como não tinha nenhum guarda redes, teve de recrutar dois, no Vigorosa, o Alberto Trancoso e eu próprio. O Trancoso tinha 19 anos e eu 33 e fôra, como já referi mais atrás, co-fundador da secção de oquei em patins no CDUP, em 1950. Um regresso às origens...



Na época seguinte, 1964,aos jovens que foram subindo dos júniores, juntavam-se, o Pinto Machado, o Carlos Fontes, o Tavares Fernandes, o Jorge Pereira, o Luis Salvador e o José Abreu, que se mantinham a actividade. Igualmente de referir que o José Abreu, - um dos "resistentes" de 1950 -, passou a ser o Chefe de Secção, dado que o Couceiro da Costa mudou a sua vida profissional para Lisboa.

Apesar de tudo o que ficou dito, foi uma época perfeitamente traumatizante!
Contràriamente ao habitual,os treinos não puderam iniciar-se em Outubro, mas apenas a 30 de Janeiro seguinte!!! Problemas técnicos impediram que houvesse energia eléctrica no Estádio Universitário. O que quer dizer que começámos a jogar, praticamente sem treinos, para lá do facto de, tão longa e imprevista paragem, ter tido efeitos desmotivadores nos atletas menos motivados...

Para além disso, -.que já não é pouco -, a saída de dois júniores importantes no plantel, bem assim como as subidas a seniores que acima foram referidas, impediram que o CDUP entrasse no Campeonato Regional de Júniores. Quer dizer: um passo para traz...

No meio de todos estes "abalos", ainda houve um facto extremamente positivo e relevante. A Associação de Patinagem do Porto instituiu a taça "Adelino Pinto" a ser atribuída ao Clube que com maior correcção tivesse disputado as provas organizadas por aquela Associação, e esse troféu foi atribuído ao Centro Desportivo Universitário do Porto! E no seu Relatório de Actividades, a Associação, exarou um Voto de Louvor aos atletas do CDUP pelo seu comportamento desportivo!

Numa época tão atribulada, foi uma medalha muito gratificante.

No Campeonato Regional da II Divisão, ficámos em 4º lugar, entre 9 Clubes. O que, atendendo às circunstâncias, é aceitável. Nesse ano ainda há que referir o facto de, o Carlos Fontes, ter passado a cumprir o Serviço Militar e, por isso, em poucos jogos poder ter dado a sua colaboração.


Carvalho e Castro

terça-feira, 12 de agosto de 2008

HISTÓRIA DO OQUEI EM PATINS NO CDUP - De 1950 a 1964 (Parte I)

Fotografia Histórica

1950- Os Fundadores da Secção de Oquei em
Patins no CDUP, na antiga Nave do Palácio de
de Cristal, no Porto.
lº plano: José Abreu,Eduardo Freire e Álvaro Cobeira
2º plano: Júlio Vidal, Carvalho e Castro e Manuel
Sepúlveda




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Apresentação


A História que se segue, é da autoria do Carvalho e Castro, - de seu nome completo, Antónío Alberto Coelho de Carvalho e Castro -, parecendo de muito interesse realçar ser ele um historiador inimitável, pois que, de entre todos nós, só ele acompanhou e viveu o nascimento desta modalidade no Centro Desportivo Universitário do Porto, - o CDUP... E ainda porque, à secção que ajudou a criar em 1950, veio dar um grande contributo, como jogador, como Chefe de Secção e , quando eu , por razões de saúde,tive de me demitir das funções de treinador, assumiu essa função e, como já era Chefe da Secção, passou a ser o responsável único da Secção de Oquei em Patins do CDUP.

Todos, "os-do-oquei-em-patins-do-CDUP", lhe devemos. pois, um profundo agradecimento, que eu aproveito para lhe transmitir através destas minhas palavras, a que, espero, as de outros se juntarão.

O texto que se segue é, como disse, da autoria do Carvalho e Castro e nele o autor è "impiedoso" para com o "temperamento" dos outros fundadores da Secção. Eu que, bastante mais novo, contactei com eles todos, acho que o nosso cronista fui um bocado duro para ele e os para seus colegas. Sobretudo quando afirma, como se lerá mais abaixo, que, de todos o jogadores ,"o único indivíduo normal era o Manoel Sepùlveda; qualquer um dos outros tinha uma "avaria"... Dos outros, em que ele mesmo se inclui... Tudo se resumia no facto de, todos, realmente com a excepção do Sepúlveda, passarem os treinos a discutir uns com os outros... E, ainda me lembro muito bem, o Sepúlveda, com a sua fleuma, metia-se de permeio a dizer, repetidamente: "Be gentlemen, be gentlemen..."

Bons tempos...

Fernando Ranito

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DE 1950 a 1964 (Parte I)


A criação da Secção de Oquei em Patins do CDUP teve origem no incumprimento, por parte do Académico Futebol Clube, da cedência do ringue patinagem para um um jogo do Campeonato Regional Universitário da modalidade. Vários atletas da Faculdade de Ciências, que eram jogadores das reservas do Académico, não aceitaram de bom grado a referida atitude.

A ideia nasceu do Eduardo Freire e teve o imediato acordo dos restantes jogadores, Júlio Vidal, José Abreu e eu próprio.

Os Campeonatos Regionais universitários realizavam-se em pleno Inverno, por isso houve muito tempo até ao início do Campeonato Regional da 2ª Divisão da Associação de Patinagem do Porto. Como não tinha havido acordo com o Académico e, ao abrigo da legislação vigente na altura, que permitia a saída de atletas para a formação de um novo clube, mesmo sem a concordância do Clube de origem,, inscrevemos, para além dos já referidos quatro jogadores, mais o Álvaro Cobeira e o Manoel Sepúlveda.

Os outros concorrentes ao Campeonato da 2ª Divisão da APP, eram o Escola Livre, o Vilanovense, o Paredes, o Educação Física da Senhor da Hora, o Desportivo da Póvoa e o Curia Sport Clube.

Tivemos um começo vitorioso mas a partir do quarto jogo entrámos em desnorte. Com a ida para férias do Júlio Vidal, começaram as "desgraças": num dos últimos jogos só tínhamos quatro jogadores, tendo sido obrigados a "colocar" como guarda redes ,o Ribeiro, que era o Chefe de Secção, embora estivesse inscrito, para qualquer emergência, e que nunca tinha calçado uns patins....

Como não tínhamos ringue, utilizávamos o do Estrela e Vigorosa Sport, dado o impasse criado com o Académico. Como também não tínhamos Treinador, um árbitro, que era de Espinho e se chamava Hilário, prestou-se a colaborar, para atenuar as nossas dificuldades, mas, a verdade, é que nós éramos uns tipos complicados...

Nos nossos treinos "artesanais" para completar os dez jogadores necessários para se fazer um jogo, apareciam sempre alguns júniores do Vigorosa e, de entre eles, será curioso destacar, o Fernando Ranito, que muitos anos mais tarde viria a ser, durante tantos anos, Treinador e jogador do CDUP.

Nós fazíamos passar a imagem de que tanto nos fazia ganhar como perder e, em relação aos adversários a teoria "pegava", mas bem no nosso íntimo não era bem assim; para imagem externa a teoria era eficaz!!!

E assim acabou a primeira época e na classificação final, ainda ficaram alguns clubes atrás de nós. O pior era que, na totalidade da equipa, o único indivíduo "normal" era o Manoel Sepúlveda; qualquer uns dos outros tinha uma "avaria"...

No ano de 1951 continuou a mesma indefinição, sem rei nem roque,"alguém" a fazer de treinador, mas sem tempo, disponibilidade e também sem grandes "saberes"; boa vontade qb... Recebemos um efectivo reforço, o Álvaro Guimarães, ex-junior do Académico e mais alguns pseudo jogadores para as falhas, - o Emílio Peres (Guarda redes), o Mascarenhas e o Alfonso Fernandez.

Nesse ano já concorremos ao Torneio de Abertura e ao Regional. Assim, à distância, creio que foi pior a emenda que o soneto. E como os jogos só davam para discussões no balneário, porque cada qual tinha a pretensão de que era um "Crack", no fim da época, o Sepúlveda e eu, resolvemos ir jogar para o Académico.

Portanto, na terceira época, houve movimentação de jogadores, com as saídas citadas, mas com o ingresso do Frederico Begonha, do Vigorosa e o Santos da Cunha, do Académico de Braga. Por essa altura a questão do treinador já tinha uma solução estável, com a colaboração do João Coelho de Almeida, ex jogador do Académico e treinador dos juniores desse Clube. Ao menos já existia alguém que conseguia pôr nos eixos uma anarquia generalizada... Também se conseguiu outro salto qualitativo com a entrada de um Chefe de Secção, o Serafim Oliveira, que conseguiu a vinda de vários jogadores, como o Telmo Pinto Basto, o Agostinho Carvalho, do Infante de Sagres, o Leal Seruca e ainda outros.

Na época de 1954, ocorreu um facto muito relevante na história do oquei no CDUP: a entrada do Carlos Pinto Machado, vindo do Colégio Militar, onde jogava oquei em patins. Com um espírito de verdadeiro lider, conseguiu que se começasse a formar um elevado espírito de grupo e, consequentemente, de laços de amizade, que até então só existiam em teoria... Espírito de grupo que se tornou numa das mais relevantes características desta Secção, e que leva a que, ainda agora, 50 anos passados, nos reunamos periodicamente em jantares, de convívio verdadeiramente fraterno. O Carlos Pinto Machado, para além de um exemplar capitão de equipa, foi, Chefe de Secção e chegou mesmo a ser Director do CDUP.

Um "sururu" num desafio particular em Viana do Castelo serviu de pretexto para a interrupção da actividade da Secção até final da época.Foi este o primeiro "stop" na actividade da Secção.

Na época seguinte assistiu-se a uma reorganização da equipa e a uma maior eficiência na chefia da Secção, já que o Pinto Machado se tinha que dispersar nas suas actividades, de jogador e dirigente; foi para Chefe de Secção um ex-Secretário Geral do CDUP, o António Couceiro da Fonseca. Também se conseguiu, embora em "part time", a colaboração do Manuel Correia de Brito como treinador e foi também a altura em que a Secção começou a reivindicar, junto da Direcção, a construção de um ringue, no Estádio Universitário, o que veio a obter, no ano de 1957.

Portanto, por aqui se vê que o ano de 1956, foi o ano da consolidação e da expansão, já que para além do já referido, entraram novos jogadores com crédito firmado que foram, durante muitos anos, a estrutura base da equipa : o Jorge Pereira, do Infante de Sagres, o Adriano Pimenta ,do Vigorosa e do Académico de Braga, o Carlos Tavares Fernandes, da San joanense. Tudo isto culminou com a conquista do primeiro título de Campeão Regional de 2ª Divisão, torneio onde então militavam clubes como o Valongo, o Leixões e o Boavista, com a consequente subida à primeira divisão regional. Foi na altura em que entrou, outro dos jogadores "de sempre" do CDUP: o Calos Manuel Sousa Fontes.

Com este conjunto de atletas e numa altura em que uma equipa era constituída por oito jogadores, sendo dois, guarda redes, o CDUP alcançou um feito histórico, conseguindo permanecer entre os Grandes da Associação de Patinagem do Porto, durante duas épocas seguidas!

(a continuar...no próximo fascículo)

CARVALHO E CASTRO




sábado, 26 de julho de 2008

ABERTURA

Este Blog nasceu às 18:30, TMG, deste dia de Julho, no meu Computador, com o apoio essencial do Luis Miguel, que é meu Filho, Especialista na àrea da Informática, e que me ensinou a dar os primeiros passes como Bloger...

Que fique registado

Vila Nova de Gaia, 26 de Julho de 2008

Fernando Ranito

Primeira mensagem

Do "Padrinho" deste Blog: Desejo muitas e boas conversas entre estes amigos que andaram comigo ao colo.
Bem hajam.
Miguel